8 de maio de 2014

O lado bom da vida


Quando compro uma nova agenda no início do ano, uma das primeiras coisas que faço é checar o calendário para ver quando vão cair os feriados. Se caem na segunda ou na sexta, é ótimo, se dão em uma terça ou quinta, melhor ainda, emenda à vista! Feriado no fim de semana é uma tristeza só, e tenho um caso sério com os que são na quarta. Parece que quebram a semana no meio, sem me dar a perspectiva de poder aproveitar ou descansar direito no dia livre, porque mal vou piscar e a rotina normal já vai estar de volta.

Assim, com o Dia do Trabalhador caindo na quinta, eu achei que poderia ter o feriadão inteiro sem ter que pensar em faculdade ou trabalho, uma maravilha! Mas eis que descubro que todo mundo ia ter expediente normal na sexta. (Pense em um balão murchando, fiquei mais ou menos assim). E o que piorou um pouco foi o fato de que no feriado prolongado anterior (cinco dias, um sonho!), apesar de ter ido pra um sítio, fiquei quase o tempo todo por conta de tarefas da faculdade.

Nos meus estágios de luto pelo feriado não-emendado, fiquei em negação e logo passei para a reclamação. Já me sentia quase no direito de aproveitar o descanso como bem entendesse dessa vez, poxa vida! Só que ao invés disso, ia ter um dia de folga para voltar ao trabalho em seguida. Que nem feriado na quarta: uma das perspectivas das quais menos gosto!

Diante de tanta reclamação (mimimi, para os íntimos), uma das meninas da minha célula disse “Glória a Deus por termos um trabalho maravilhoso pelo qual tanto pedimos a Deus um dia”. Ai, essa doeu em mim. Eu lá, lamentando tanto por ter que trabalhar, quando Deus tinha me dado a oportunidade e a capacitação para isso. Como se isso não fosse o bastante, uma colega de trabalho comentou sobre a minha teoria da “perspectiva de descanso”, dizendo que era só eu pensar que eu ia voltar do feriado achando que era segunda, mas o fim de semana já viria logo em seguida.

 
Que foco no lado negativo era esse? Até parece que eu já não sabia de lições como a de Hebreus 12:15, “tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”. O que há de bom em focar no que não vai bem? E não é nem questão de otimismo ou pessimismo, é de viver de acordo com a realidade do reino, dando graças em tudo. Em tudo!

 
E um dia de folga é algo tão pequeno, mas se eu deixo meu espírito se abalar até com isso, o que será de mim quando vierem as grandes provas, as tentações e tribulações de verdade? Não quero raízes de amargura contaminando minha fé, minha esperança e o amor que devo demonstrar. Porque enquanto eu puder escolher, quero viver o lado bom!

 
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” Filipenses 4:8.
 





Amanda Almeida
Estudante de Comunicação Social na UFMG
Twitter: @mandyalmeida
Frase: Apaixonada por Aquele que me amou primeiro!


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