31 de março de 2014

Reavaliando os padrões



Vira e mexe leio um texto que aborda um assunto e acabo refletindo sobre outro completamente diferente. Outro dia me deparei com uma entrevista na qual Eugene H. Peterson (pastor que fez “A Mensagem”, paráfrase da Bíblia) falava sobre as críticas que recebeu por recomendar a leitura de “Love Wins”, livro no qual o autor, Rob Bell, defende a inexistência do inferno. Sobre as desaprovações, Peterson diz:

“Lutero disse que nós deveríamos ler a Bíblia inteira em termos do que conduz a Cristo. Tudo deve ser interpretado por intermédio de Cristo. Bem, se você fizer isso, o resultado será esta religião da graça e perdão. As únicas pessoas a quem Jesus ameaça são os fariseus. Mas todos os demais recebem um tratamento bastante generoso. Há muito pouco de Cristo, pouquíssimo de Jesus nessas pessoas contendendo com Rob Bell.”

Esse comentário, por sua vez, também recebeu diversas análises negativas, mas o que tirei de tudo isso não foram as reflexões sobre o inferno (que oh, existe sim. No Salmo 9:17, Davi afirma que “os ímpios serão lançados no inferno”. E em Mateus 5:30, Jesus diz: “E se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que todo o teu corpo seja lançado no inferno”. Melhor não ir para lá!).

O que me chamou a atenção em toda a entrevista foi a gentileza do Eugene H. Peterson. E nessa gentileza estão incluídos cortesia, amabilidade, cordialidade, delicadeza, sensibilidade... Qualidades que muitas vezes me faltam. Não que eu saia soltando os cachorros em qualquer um que aparecer pela frente ou algo do tipo, mas nossa, só Deus sabe (mentira, os reles mortais que convivem comigo também...) como posso ser insensível, seca, não me importar com o sentimento dos outros e falhar em demonstrar amor. E quão horrível é isso!

Como cristã, Jesus é meu exemplo maior, e devo buscar me parecer com ele. E quem pode ser mais amável do que Cristo foi (e é!)? É claro que em qualquer área da vida há momentos nos quais é preciso defender aquilo no que acreditamos (principalmente quando o assunto é nossa fé), e nem sempre tudo vai ser um mar de rosas. E Jesus é nosso exemplo de conduta até nessas horas. Mas com essa minha natureza humana, sinceramente, meus pés vão para o caminho tortuoso da ira por conta própria, preciso muito mais aprender com a seguir o caminho da amabilidade.

"Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor." - Filipenses 4:5

"Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo." - Efésios 4:32

Não quero ser conhecida em casa, na faculdade, no trabalho e em lugar algum por ser esquentadinha, por ter pavio curto, por meu estresse, por ficar irritada à toa, por ser difícil de lidar. Ao mesmo tempo, não quero deixar de lutar pelo que acredito, de me posicionar de maneira firme. Mas dá para fazer isso sendo gentil. Com cortesia, amabilidade, cordialidade, delicadeza, sensibilidade...

Hoje eu sei que Deus não quer mudar nossa personalidade, e sim nosso caráter. E passou da hora da gente deixar nosso orgulho de lado (exterminá-lo, de preferência) e permitir que Ele faça as mudanças necessárias. E não digo isso como lição de moral para ninguém, é uma luta que começa comigo. Que a gente decida ser a melhor versão de nós mesmas, e essa só vai chegar quando escolhermos viver pelos padrões dEle!






Amanda Almeida
Estudante de Comunicação Social na UFMG
Twitter: @mandyalmeida
Frase: Apaixonada por Aquele que me amou primeiro!


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