10 de fevereiro de 2014

Entrevista: Janaína Depiné

Olá, meninas! 

Nossa primeira entrevista do ano chegou em grande estilo!

Estamos muito felizes em compartilhar um pouco sobre essa linda mulher de Deus que tem nos abençoado muito com suas dicas sobre Etiqueta Social.

Sim, estamos falando da Janaína Depiné.

Ela nos contou seu testemunho de conversão,esclareceu dúvidas que sempre surgem sobre este assunto e é claro falou sobre suas participações no programa "Encontro com Fátima Bernardes".

Confira e conheça um pouquinho dessa profissional abençoada! 


Nome completo: Janaina Depiné da Luz
Estado civil: Casada há 15 anos. Tenho dois filhos, um de 14 e outro de 9. 
Idade: 38
Profissão: Jornalista e consultora de etiqueta 


- Conte nos brevemente seu testemunho de conversão a Cristo?

Nasci em um lar católico e sempre ouvi falar de Cristo. Tive experiências muito fortes com ele na infância e adolescência. Apesar da religião, nunca tive vínculos com santos ou outras devoções. Meu interesse sempre foi verdadeiramente Jesus. Na juventude, entretanto, me afastei do evangelho. Cheguei a ensaiar uma reaproximação quando fui me casar, pois frequentei um excelente curso de noivos. Porém, logo depois, o excesso de trabalho e compromissos fizeram com que eu me distanciasse novamente. O mundo me chamava dia e noite. Eu sempre dizia sim. Durante esse tempo colhi todos os frutos de quem vive por conta própria. Erros, pecados, solidão, fuga e vazio existencial. Nessa época eu me dizia agnóstica e tinha pavor de evangélicos, pois achava todos “bitolados”. Porém, dizem que conhecemos a Cristo pelo amor ou pela dor. Num momento crucial do meu casamento busquei ao Senhor e ele estendeu a mão para mim. Começou o processo da minha conversão. Foi aos poucos, pois eu era muito “desconfiada”. Jesus foi quebrando todas as barreiras dentro de mim e minha entrega pública se deu num culto da Igreja Batista da Lagoinha, onde me converti a Cristo, num chamado do Pastor Márcio Valadão.


- Quando surgiu seu interesse em trabalhar ensinando etiqueta a outras pessoas ?  

Eu sempre gostei muito de ler sobre etiqueta e as pessoas tinham uma visão de que eu entendia do assunto, por isso me perguntavam muito sobre o tema. Além disso, na época, era assessora de comunicação de um reitor de universidade o que exigia que eu dominasse bem regras de cerimonial e protocolo. Eu já dava aulas no curso de jornalismo e, nesse período, o pró-reitor da universidade (Prof. Paulo Henrique de Souza Leite)  observou essa minha vocação para etiqueta e me convidou a dar aulas também no curso de secretariado executivo. 

Como as alunas desse curso eram secretárias de grandes empresas, elas começaram a me indicar para dar palestras. Depois veio o convite para escrever numa revista ( Cult), por intermédio de uma ex-aluna ( Adriana Mendes). Começou a minha carreira. Isso já tem mais de uma década. Hoje escrevo para umas cinco revistas mensalmente e contribuo com outros tantos veículos sobre o tema. 


- Por falta de informação,muitas pessoas definem etiqueta como algo fútil e até desnecessário.Como lida com esse preconceito? 

A partir do momento em que leem meus textos ou entrevistas eles já veem que a etiqueta não é isso. Sempre explico que é muito pior uma pessoa jogar lixo na rua do que palitar os dentes. Porque no primeiro erro o sujeito prejudica toda a cidade e a sociedade, no segundo apenas ele mesmo. Ou seja, acima de tudo etiqueta é se colocar no lugar do outro, pensar no outro e priorizar o outro. Nada mais generoso e menos fútil do que isso. 


- Em suas palestras você associa etiqueta a diversas passagens bíblicas.Pode citar alguma que você julga essencial?  

Sim, isso foi Deus quem me revelou. Houve um momento em que eu me questionei se deveria continuar investindo tempo em falar sobre etiqueta se o meu desejo maior era agradar e servir a Deus. Nesse dia, Ele começou a trazer à minha mente diversas passagens bíblicas nos quais valores de etiqueta estavam explícitos. Comecei a anotar rapidamente para não esquecer de nada e, desde então, não paramos mais. Eu e Deus. Ele é o produtor e editor, eu só sou a redatora. 
 
Sem dúvida a passagem que eu considero mais importante para as mulheres é Provérbios 31, pois resume a essência da mulher cristã e continua muito aplicável aos dias de hoje, como tudo na Bíblia aliás. Para as pessoas em geral, acredito que  Romanos 13:9 “... e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”


- Muitas mulheres têm dificuldade quanto ás regras de etiqueta, por se sentirem  desconfortáveis ou sem naturalidade. O que diria a elas? 

Hábito nada mais é do que repetição. Até que certas condutas se tornem naturais é preciso repeti-las exaustivamente. Uma bailarina em ação faz a dança parecer tão leve e fácil, mas para chegar àquela naturalidade é preciso muito esforço, treino e dedicação. O mesmo vale para as condutas de etiqueta e para a vida cristã. Repetir sempre até moldar nosso caráter. Porém, orar sobre isso ajuda muito, pois Deus nos revela onde precisamos progredir e nos ajuda, o que é melhor ainda. 


- O que fazer para não deixar que as demandas do dia a dia nos impeçam exercer a escassa "gentileza"?  

Coloque o outro acima de você. Claro que esse não é o padrão do mundo, mas é o padrão de Cristo e o padrão de gentileza. Dê passagem no trânsito, dê sua vez na fila, deixe o outro com o melhor. Mesmo que as pessoas não reconheçam ( e na maioria das vezes não vão reconhecer), Deus vê. E, eu creio, que lá do alto ele se alegrará com você. 


- Recentemente, você esteve presente no programa "Encontro com Fátima Bernardes". Como mulher cristã, o que essa experiência representou pra você? 

Estive duas vezes no programa e para mim foi um agrado de Deus. Um mimo de pai para filha. Da primeira vez eu havia acabado de receber a informação de que não poderia estar toda semana na Rede Super ( eu participava às sextas do programa De tudo um Pouco), pois isso poderia gerar problemas jurídicos para a emissora, pois eu não era funcionária da casa. Naquela hora fiquei triste, pois o canal era o único que dava espaço para eu falar de etiqueta cristã. Era noite e fui tomar banho. Estava tão triste que não consegui orar. Comecei a cantar baixinho uma canção do Livres para Adorar: “Não compreendo teus caminhos, mas te darei a minha canção...Me sustentas na minha dor...”. Ao sair do banho e servir o jantar para minha família, voltei para o computador. Pelo horário do e-mail eu havia recebido o convite para ir ao programa da Fátima na hora em que louvava no banho. A produtora havia visto minha entrevista para a Rede Super no Youtube e gostou. Enviariam passagem aérea, hotel, traslado até o Projac...Tudo para eu estar lá falando de etiqueta. Experimentei o poder de Deus tão tangível, o cuidado dele. Pude ver como ele se importa como me sinto. Foi como se ele estivesse gritando para mim: “ Eu me importo porque te amo“.

Depois disso muitas portas se abriram para eu falar nas igrejas e em canais cristãos. E a Rede Globo me convidou pela segunda vez para estar lá. Enfim, o mérito é exclusivo de Deus que usa quem ele quer, como ele quer para o que ele quer. Eu sempre pedi que ele me usasse e creio que ele está fazendo isso. Como mulher cristã, estar em canais não cristãos também é a oportunidade de falar sobre valores altos que o mundo desconhece ou estranha, ou seja, é falar de valores cristãos ainda que não nominalmente. 


- As redes sociais hoje se tornaram febres mundiais. Qual a principal dica de etiqueta para transitar nestes meios? 

Lembre-se que você está sendo observado. Algumas coisas podemos pensar e escrever, outras devemos só pensar e outras ainda nem pensar! Portanto, minha dica é tenha moderação. Leia o Livro de Tiago que é um verdadeiro manual das redes sociais. Escreva pouco e pense bem antes de postar. 


- Você está sempre dando dicas de moda, mas ao mesmo tempo aconselha as mulheres a não se tornarem reféns da ditadura que a mídia impõe. Que reflexo positivo espera gerar nas suas leitoras? 

Eu gosto de fazer uma leitura crítica do que está na moda e mostrar para as leitoras se vale ou não a pena comprar. Quando vale logo digo para comprar só uma peça (rs). Gosto também incentivar a escolha de peças clássicas que nunca saem de moda. Além disso, no meu Instagram  @elegantesempre mostro o look do dia repetindo roupas, usando peças discretas, para influenciá-las positivamente. Mostro que não é preciso ter uma guarda-roupa cheio de grifes para estar bem vestida, mas delicadeza e uma mente criativa. 


- Qual a pior gafe que alguém pode cometer, se tratando de etiqueta social? 

Creio que não exista uma pior, mas algumas são bem difíceis de se contornar, como por exemplo: perguntar a uma gordinha se ela está grávida, pedir notícias de alguém que faleceu...entre outros.
Por isso, a moderação é tão importante. Quando falamos menos, ouvimos e observamos mais também cometemos menos gafes.



Bate bola (responda com 1 palavra)

Ser elegante é: amar

O cúmulo da deselegância é: egoísmo

Uma pessoa educada sempre: agradece

Moda: clássica

Não saio de casa sem: orar ( e BBcream - protetor com base...rs)

O melhor lugar do mundo: na palma da mão de Deus (não consegui resumir numa só palavra)

Um cheiro bom: café

Amo comer: massa

Uma palavra linda: Jesus

Uma palavra feia: ódio

Jesus: tudo

Janaína por Janaína: serva

Uma frase: Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo” Salmo 23



Contatos da Janaína:
Twitter: @elegantesempre
Instagram: @elegantesempre





Elaine Souza, 29 anos 

Consultora de Negócios, Solteira.




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