19 de novembro de 2013

Para nos importar



Conheço várias pessoas que moram perto de mim e que estudam no campus da Una da Avenida Raja Gabáglia. Sempre entendi que era um caminho bem longo do meu bairro até lá, e que fazer esse caminho depois de um dia inteiro de trabalho e estudos não era nada fácil. Mas era algo que estava tão fora da minha realidade, que eu nem me importava direito.


Há dois meses eu mudo de estágio e para onde é que eu vou? Avenida Raja Gabáglia! Quando o trânsito está dentro do aceitável, a volta para casa dura uma hora e meia. Quando chove, tem acidente na pista, retenção ou qualquer outro infortúnio dessa natureza, pode colocar no mínimo duas horas para o trajeto até minha casa. Para mensurar melhor, é quase como se eu fosse de BH até Ouro Preto todos os dias. Agora eu sento na pele o que era voltar da Raja, e ah, como eu me importo!


Essa é uma situação super pequena que me trouxe à memória aquele versículo:

"Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram" 
(Romanos 12.15). 


E quando Paulo fala sobre amor em I Coríntios 13:7, diz que ele “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. E para mim, isso começa com se importar com o alvo do nosso amor.


Precisamos nos importar! Acompanhar notícias sobre a fome e a miséria do outro lado do mundo, a falta de cuidados de saúde pela África afora, intolerância religiosa no Oriente Médio, turismo sexual pela Europa tem que mexer com a gente de alguma forma. Pelo menos aqui em BH a gente ouve tantos relatos de violência contra moradores de rua, abuso infantil nas escolas, tráfico e drogas destruindo famílias, e tantas outras tristes situações, que às vezes parece até comum, e eu continuo vivendo minha vida como se aquelas histórias não passassem de notas nos jornais.


Se me importo com o que acontece comigo e preciso amar meu próximo como amo a mim mesmo, preciso também me importar com ele. Que comece por aí. O mundo não gira ao meu redor. Não dá para me importar com as injustiças, desigualdades e tristezas desse mundo só quando acontecem comigo. 


Eu sei que muitas vezes a gente até tem vontade de fazer alguma coisa, mas mesmo sendo na nossa própria cidade, ou até no nosso bairro, não vemos nenhuma alternativa de como ajudar, de como mudar aquelas realidades. Mas a boa notícia é que Deus nos dá uma arma poderosa, que pode mudar tudo. 


“Orai sem cessar” (I Tessalonicenses 5:17)


“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (II Crônicas 7:14)


Que a gente se importe. Que a gente busque a cura para esses males!





Amanda Almeida
Estudante de Comunicação Social na UFMG
Twitter: @mandyalmeida
Frase: Apaixonada por Aquele que me amou primeiro!




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