5 de outubro de 2013

Afinal, que negócio é esse de guardar o coração?



Provérbios 4:23 diz: 

“Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida”. 


A versão Almeida Revista e Atualizada apresenta esta tradução:

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração,
 porque dele procedem as fontes da vida”.


A palavra “fonte” em hebraico refere-se a limite geográfico ou fonte, no sentido de nascente. Assim como a nascente da montanha é a fonte de um rio caudaloso, o coração é a fonte de todas as atividades da vida humana, e recebemos a ordem de guardá-lo (mantê-lo, protegê-lo) com toda cautela. 


Em termos românticos, significa que temos trabalho a fazer (ou teremos problemas pela frente!)


Lembro-me de ter conversado com meu pastor logo depois de converter-me ao cristianismo. Queria saber por que se falava tanto em guardar o coração. Essa expressão me intrigava. Não sabia por que tanta gente se interessava em saber se eu guardava ou não o meu coração. 


Antes da minha conversão, eu já havia sobrevivido a vários rompimentos amorosos, por isso não estava preocupada em entregar o coração a um desconhecido. Eu era uma pessoa calejada. Mas meu pastor me disse com muita sabedoria, que a cada relacionamento rompido meu coração sofria um golpe. No dia do casamento eu entregaria a meu marido um coração cheio de cicatrizes e marcas, repleto de recordações amargas dos ferimentos. Esse foi seu conselho elementar para uma nova convertida, mas eu tinha a aprender muito mais.

Pouco tempo depois, li este versículo na Bíblia: 

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento,
guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus” (Filipenses 4:7). 


Li o trecho anterior: 

“Perto está o SENHOR. Não andem ansiosos por coisa alguma, 
mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, 
apresentem seus pedidos a Deus”.


Fato um: O Senhor está perto. Fato dois: Oração, súplicas e ação de graças são os meios para levarmos nossos pedidos a Deus, que está perto. Fato três: Temos paz porque levamos nossos pedidos a Deus, que está perto. Fato quatro: A paz guarda o nosso coração em Cristo Jesus, que está perto e ouve nossos pedidos.


O que nos causa ansiedade quando pensamos em namoro? Nossas indagações. 


Será que alguém gosta de mim? Esse homem gosta de mim? Ele vai me telefonar? Vai me apresentar à sua família? Ele acredita que tenho potencial para o futuro? Vai me pedir em casamento? Nós vamos nos casar? O casamento será duradouro? Ele cometerá adultério? Morrerá antes de mim e ficarei sozinha? E assim por diante. 


Quando fazemos essas indagações, estamos querendo decidir o futuro por conta própria, cometendo o pecado da ansiedade.


Meditar em situações futuras é um exercício inútil. Não somos abençoadas por persistir nas indagações. É por isso que Deus diz: “Não andem ansiosos por coisa alguma”. Podemos tentar controlar todas as situações para ter a certeza de que não sofreremos ou que conseguiremos alcançar nossos objetivos, mas isso só resultará em ansiedade. 


Temos de aprender a não tomar a dianteira de Deus e do homem que atraiu nossa atenção. Nem sempre as situações são semelhantes a estas, mas gosto dessa descrição sobre como guardar o coração:

No momento em que conhecemos um homem, arrancamos nosso coração das mãos de Deus para arremessá-lo em direção ao homem por quem estamos supostamente apaixonadas e dizemos “Aqui está!”. 
Não é de se admirar que o pobrezinho fique em frangalhos. Penso que é tempo de descobrirmos outro jeito, não? Que tal esta ideia? Você conhece o cara, ele é lindo demais, você gosta dele. Seu coraçãozinho está batendo desgovernado, a ponto de sair pela boca e cair nas mãos do pobre sujeito que não desconfia de nada. 
Coloque a mão em cima do seu coração, sussurre pra ele: “Calma”, e devolva-o a seu lugar secreto. Em seguida, diga: “SENHOR, gostei de verdade desse rapaz. O que você pensa dele? Existe um lugar pra ele na minha vida? Devo prosseguir ou é melhor não perder tempo com ele?”


O SENHOR sempre responderá a essas perguntas no devido tempo e concederá paz à mulher que conversar com Deus antes de conversar com o homem.


O texto acima é um trecho de um dos meus livros preferidos, Solteira e Feliz de Carolyn McCulley (Em inglês Did I Kiss marriage goodbye?). O nome em português lembra um pouco auto-ajuda, mas ele é verdadeiramente uma ajuda do alto se me permitem o trocadilho. 

Saltou da prateleira de uma livraria direto para minhas mãos numa época em que estava completamente desesperada pela minha aparentemente imutável situação sentimental.

Acredito que temos muito ainda a aprender e Deus é o maior interessado em nos tornar sábias em todas as áreas da vida. Se pra você a área sentimental é algo parecido com um buraco negro, não subestime sua situação e busque a Deus para que Ele te ajude. Ele sabe exatamente quais são seus pontos fracos e o que você precisa aprender. Acredite, quem lhe fala passa pelas mesmas aflições que você!


(Peço desculpas pelo post do tamanho da Bíblia, para me redimir vou escrever pouco no próximo! rs!)

Fique com Deus e com a paz que Ele te oferece toda manhã. É ela quem te guarda!

Abraço!




Ana Júlia, 24 anos, solteira. 
Bancária e Mestranda em Estatística. 
Twitter: @AnaXuh
Frase: "Não são grandes homens que 
transformam o mundo, mas sim os fracos 
nas mãos de um grande Deus." (Irmão Yun)

Um comentário:

Deixe seu comentário!