21 de agosto de 2013

Sobre filmes e ingratidão


Existem formas impressionantes de escutar a voz de Deus. Erra quem pensa que Ele se encaixa na fôrma sugerida pela “religião” e pelo nosso próprio entendimento. Essa semana isso aconteceu comigo enquanto eu assistia a um filme infantil, Coraline e o Mundo Secreto (todos com cara de choque!)

Em resumo, Coraline Jones é uma garota entediada em sua nova casa que um dia encontra uma porta secreta. Através dela tem acesso a uma outra versão de sua própria vida, a qual aparentemente é bem parecida com a que leva. A diferença é que neste outro lado tudo parece ser melhor, inclusive as pessoas com quem convive. Coraline se empolga com a descoberta, mas logo descobre que há algo de errado quando seus pais alternativos tentam aprisioná-la neste novo mundo.

A história sozinha já traz muitas lições (Se você tem um gosto infantil como o meu pra filmes, acho que também vai gostar! rs) mas particularmente me fez lembrar de uma palavrinha que insisto em colocar em prática: Ingratidão.

É comum nos sentirmos esgotadas, desesperançadas e entediadas diante de situações desanimadoras, mas se nossas forças não forem renovadas no Único capaz de nos fortalecer ficaremos expostos a uma série de perigos. A ingratidão é um desses vilões que nos iludem e nos faz acreditar que há sempre algo que nos falta. Pensamos que se tivermos um pouco mais seremos realmente as pessoas mais felizes da terra, só que nos esquecemos que na maioria das vezes temos muito mais do que talvez nos falte.

Coraline só percebeu o que era realmente precioso quando os pais foram raptados e ficou sozinha e eu tenho medo de não perceber enquanto é tempo o que realmente é de valor na minha vida. Recuperar isso é tarefa difícil e em alguns casos, infelizmente, irreversível.

Uma das grandes alegrias de ser cristã para mim é saber que mesmo nos tempos sombrios existe uma Rocha firme na qual encontro ajuda. A promessa de esperança sempre sussurra em nossos ouvidos. Quando nada acontece é uma fase da vida, mas também é tempo de agradecer. Sempre existem motivos para regarmos as belas flores da gratidão, basta parar por um instante e sermos realmente honestas.

Nossa geração é ingrata, quanto mais temos, mais reclamamos, e se não soubermos usar o único talento que recebermos como na parábola (Mateus 25:15), como esperamos que outros mais nos sejam confiados? Esse terreno definitivamente ainda não está preparado o suficiente para as grandes construções da vida.

Que Deus nos abençoe com um coração grato quando tivermos pouco e também quando tivermos muito para que sempre encontremos contentamento e alegria na nossa jornada.


Um abraço!



Ana Júlia, 24 anos, solteira. 
Bancária e Mestranda em Estatística. 
Twitter: @AnaXuh
Frase: "Não são grandes homens que 
transformam o mundo, mas sim os fracos 
nas mãos de um grande Deus." (Irmão Yun)

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