4 de outubro de 2012

Se conselho fosse bom...


É época de provas finais na faculdade, e hoje, enquanto eu saía do Campus, ia escutando um pessoal comentando sobre o resultado da questão da prova deles. Uma menina dizia "A minha deu 1.196. Quando a gente sai da prova, é aquela coisa, todo mundo comentando. Tinha gente que falou que deu 250, 530, 816... umas coisas super diferentes, mas no final, só eu acertei".

Eu não sei vocês, mas quando saio das provas, até evito ficar comparando minhas respostas com as dos outros, pra não ficar confusa e insegura sobre aquilo que respondi. Só que aí eu fiquei pensado: e quando é com as questões do Senhor? A gente vai pra igreja, estuda, aprende, mas quando sai de lá, compara nossas respostas com as dos outros e fica em dúvida sobre o que escolheu? "Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca" (Ap 3:16).

A gente tem que estar queimando pelo Senhor, para que não haja dúvida nenhuma, e para que Ele se agrade de nós. Com o Espírito Santo em nós, somos capazes de discernir aquilo que é certo daquilo que é errado. Se a gente ainda não sabe, é preciso dar mais espaço para Ele, deixá-lo trabalhar mais na nossa vida, ter mais intimidade com Ele; e o único jeito disso acontecer é nos diminuindo, para que Ele possa ser maior em nós.

E esse discernimento chega numa parte que eu considero ser de extrema responsabilidade: os conselhos. Por que a gente não é o que é só por nós mesmos. Construímos nossa identidade a partir das relações que temos, e a melhor escolha é construir o que somos a partir da nossa relação com Cristo. Só que a gente convive com várias pessoas que ainda não fizeram essa escolha, e agem segundo o conselho de pessoas que também ainda não escolheram a Cristo. E é nosso papel como cristãos ser aqueles a levar a luz, muitas vezes através de algo que parece tão pequeno e sem importância, como um conselho.

Uma colega da minha sala estava bem nervosa com uma situação que envolvia além dela, o pai e o namorado. Era intervalo entre uma aula e outra, e a gente estava indo pra outra sala enquanto ela contava sobre isso, dizendo que ia "soltar os cachorros" no pai mais tarde. De mais umas quatro pessoas que estavam juntas, todas falavam "Nossa, que absurdo isso que seu pai fez" e coisas do tipo. Enquanto ela ia para o bebedouro, fui junto e falei com ela para se acalmar, pensar direito, tentar ver o lado do pai dela e para não brigar, mas tentar ter uma conversa "adulta", porque Deus tinha um propósito para tudo. Devo ter falado com ela por menos de um minuto, e nem pensei que ela estivesse mesmo escutando e considerando, mas no outro dia ela veio me agradecer e dizer que o conselho que eu dei pra ela tinha ajudado muito.

A gente não sabe o tanto que o que a gente fala interfere na vida das pessoas. Se o que elas falam interfere na nossa, a recíproca também é verdadeira. "Os planos dos justos são retos, mas o conselho dos ímpios é enganoso" (Pv 12:5). Nossos planos têm que ser retos, e nossos conselhos também, sendo diferentes daquele dos ímpios. Então não dá pra ficar jogando palavras ao vento. E essas são duas das razões pelas quais a gente deve estar queimando, não só para não duvidar de quais são as respostas certas na nossa vida e não duvidar delas, mas também para fazer a diferença e mostrar essa resposta certa aos outros.







Amanda Almeida
Estudante de Comunicação Social na UFMG
Twitter: @mandyalmeida
Frase: Apaixonada por Aquele que me amou primeiro!

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