1 de setembro de 2012

Elegância: excessos

De Curiosidade
É típico dos perguntadores infatigáveis que não admitem o nosso direito à privacidade e ao silencio.

De Polidez
Excedem na polidez os bajuladores, os pródigos em cumprimentos e elogios exagerados. Ainda que alguns afirmem que o elogio jamais cansa o elogiado, a verdade é que o elogio indiscriminado irrita mais do que agrada.

De Naturalidade
É o natural praticado ao contrario. Existem pessoas que, em nome da naturalidade, se sentem no direito de dizer tudo o que lhes vem à cabeça, discorrendo inclusive sobre todo e qualquer fato de suas vidas privadas. Esquecem-se de que a arte da conversação exclui, por principio, os desabafos, ou confidencias pessoais. Devem ser abolidas as questões “d”

*dificuldades financeiras
*desencontros conjugais
*doenças.

Reservem-se os desabafos para a oração, intimidade ou sofá do analista. E fale-se de preferência da amizade, da arte, da literatura, dos acontecimentos sociais e culturais. As atualidades mundiais são um grande tema de debates e de conversações inteligentes. Evitando os exageros, é claro.

Os inoportunos (chatos)
Ah! Os chatos! Todos eles têm um ponto em comum: aborrecem por excesso disso ou daquilo. Jamais por defeitos propriamente. Em geral, são pessoas excelentes, mas profundamente cansativas o que, afinal não prejudica ninguém a não ser a eles mesmos.

Interrupções
Quando cortamos a palavra de alguém, mesmo inadvertidamente, voltemos atrás e desculpemo-nos da descortesia. É essencial dar tempo àquele que fala para que conclua o seu pensamento, ainda que discorra sobre temas absolutamente desinteressantes.

À anfitriã, quando em face de um falador incansável, cabe a tarefa inteligente de intervir chamando a atenção para qualquer outro ponto de interesse. Basta que aguarde uma pausa, ou que use o pretexto de oferecer um novo brinde.

As gafes
Alguns dizem que é uma vocação. Prefiro afirmar que é cometida, em geral, na mais pura das intenções e por absoluta falta de informação. Ninguém escapa do seu dia de gafe. O recurso é desculparmo-nos e aprendermos a lição.

Incidentes na conversação
No curso da conversação, tanto na mais protocolar como na social, pode ocorrer um espirro, uma tosse, um bocejo.. Atualmente ficou estabelecido que se procedesse assim: em qualquer dos casos, podemos permanecer na posição em que nos encontramos.

Espirros
Ao sentir que vai espirrar o melhor, é procurar rapidamente o lenço e evitar fazer estardalhaço.

Se alguém espirra a seu lado, EVITE os clássicos “saúde” ou “Deus te ajude” etc. É inútil e fora de propósito, sugerindo que o interlocutor esteja sem saúde ou se a cobertura de Deus. O mais simpático e eficiente será fechar a janela em caso de corrente de ar.

Assoar
Conserve-se tranquilamente em seu lugar e use o lenço, com a maior discrição, sem tentar assoar demais. Basta que sopre ligeiramente sobre o lenço.



Cordialmente,



Camila Verçosa, 26 anos, Estudante no Seminário Teológico Carisma.
Solteira, Blog Pessoal:http://camilavercosa.blogspot.com.br/
Twitter: @camilavercosa
Frase: Articulista do savoir-vivre. E tudo, mesmo, começou com o amor do Cristo por nós.

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