20 de novembro de 2012

Elegância: Conversação



Saber ouvir
Sem interromper é a regra básica da conversação. É uma arte deixar que os outros se mostrem espirituosos e brilhantes com o beneplácito do nosso silencio. Consiste bem menos em mostrar o que sabemos do que encaminhar o assunto para que o interlocutor tenha chance de mostrar seus conhecimentos! É sobretudo um sinal de elegância suprema quando estamos distraídos e conseguimos não demonstrá-lo admirando o outro dando à ele nossos ouvidos.

A linguagem
A nossa maneira correta de falar são elementos representativos da nossa personalidade. A etiqueta não condena gíria, mas o palavrão. Sugiro porem o uso do vocabulário adequado sem preciosismos gramaticais. A linguagem falada é simples, correta, e principalmente atualizada. Afinal falamos uma língua viva e em constante evolução.

O silêncio
O convidado caladão é anti-social e um tanto difícil para os anfitriões. Não que não tenhamos o direito de nos calarmos e até mesmo o de nos isolarmos para melhor ouvir e observar. Basta não esquecermos de que a nossa contribuição é necessária para estabelecer o clima de cordialidade da reunião. Aquele que se isola dos demais é contado como imaturo, desajustado e, sobretudo deselegante.

A maledicência
Apesar de se dizer que metade do mundo tem prazer na maledicência e a outra metade em acreditá-la, não façamos dela tema para a nossa conversação. É verdade que muita gente fala mal de muita gente por falta de assunto, por falta de cultura, por habito (e que mal habito), e até mesmo para parecer bem informada, o que não justifica tal procedimento. A maledicência deve ser terminantemente evitada como anti-social. Para nós, cristãos, uma pratica largamente vetada.

A franqueza
Ainda que elogiável como virtude, é socialmente considerada uma manifestação de intolerância. Nem todas as verdades são agradáveis de serem ouvidas. Não só em sociedade, mas também entre amigos, a franqueza inoportuna representa um tipo de agressividade contrario à boa educação, que é totalmente amável. Ainda temos como exemplo aquela velha frase: Há tempo para todas as coisas debaixo do céu.

A indiscrição
Refere-se a perguntas que forçam o interlocutor a ser descortês. É indiscreto todo aquele que insiste quando deve silenciar propondo assuntos de cunho particular àquele que não foi dada essa intimidade. Alias a insistência deve ser abolida do convívio social. Assim, não devemos insistir para que o convidado coma ou beba quando não sente vontade; que fique quando deseja partir, ou que fale quando prefere ouvir.

Familiaridade
Pecam por excesso de familiaridade as pessoas que se acreditam autorizadas, em nome da amizade, a fazer observações inconvenientes em publico.

Ex: Talvez você deva fazer uma dieta.. Ou outra: você emagreceu... Está doente? E outras formas de agressão à nossa privacidade. Essas pessoas costumam acabar isoladas sem jamais saberem porquê. Evitadas com justa razão, são capazes até de afirmar que os amigos são ingratos, volúveis e não cristãos genuínos.


Cordialmente,


Camila Verçosa, 26 anos, Estudante no Seminário Teológico Carisma.
Solteira, Blog Pessoal:http://camilavercosa.blogspot.com.br/
Twitter: @camilavercosa
Frase: Articulista do savoir-vivre. E tudo, mesmo, começou com o amor do Cristo por nós.

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