20 de julho de 2012

Você é do mesmo país que eu?

“Eu não vou dar dinheiro para o governo!”, “Cartão de estacionamento rotativo? Isso é para a caixinha de natal da BHTrans.”, “Essa caneta, ah... é lá do escritório, peguei lá porque estava precisando para anotar uma coisa e me esqueci de devolver.”. Essas afirmativas, aparentemente simples, fazem parte do cotidiano de muitas pessoas.

Apesar de conhecerem os conceitos básicos da lei, de saberem que algo de fato não lhes pertence, as pessoas parecem cegas diante de práticas que depõem contra a sua cidadania. Digo isso porque aquele que nega as leis do espaço onde vive nega a si mesmo. Sim, é verdade. Somos nós que fazemos as leis, se não existíssemos elas também não existiriam. É por nós que elas estão ai.
Entretanto, ao contrário do que muitos pensam, as leis não foram feitas para nos punir de algo, mas para nos proteger. Não enxergamos isso porque nos acostumamos com o não cumpri-las e aceitamos os “jeitinhos” medíocres (neste caso, a palavra utiliza seu sentido mediano) que arrumamos para as coisas, deturpando o real conceito de lei e a razão de ela existir. Moldamo-nos não à forma de Deus, mas à do homem. Esquecemo-nos do que está escrito em Filipenses 3:20: Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Somos cidadãos do céu, ou seja, somos estrangeiros nessa terra.
A Constituição Nacional Brasileira diz o seguinte a respeito de estrangeiros na lei N. 6815, de 19 de agosto de 1980, artigo 28: O estrangeiro admitido no território nacional na condição de asilado político ficará sujeito, além dos deveres que lhe forem impostos pelo Direito Internacional, a cumprir as disposições da legislação vigente e as que o Governo brasileiro lhe fixar. Em outras palavras, o que a lei está dizendo é que o estrangeiro está sujeito a uma ordenança maior, superior, ao Direito Internacional – no nosso caso, à de Deus –, assim como às ordenanças do lugar em que está residindo. Logo, entre outras ações, se tomamos posse de algo que não é nosso, o nome disso é furto, se não declaramos corretamente nosso Imposto de Renda, sonegamos impostos, se não usamos um cartão de rotativo num estacionamento público, burlamos a lei e nos colocamos sujeitos à pena por nossos atos.
Nossas atitudes refletem bênçãos ou maldições. Nas mínimas coisas, somos confrontados à excelência. Possuidores da nacionalidade de Deus, formados pelo caráter de Cristo, somos todos os dias impelidos à perfeição. A lei do país do qual faço parte diz, entre muitas coisas, por exemplo, que “Toda autoridade na Terra foi constituída por Deus” e me instrui a “dar a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”. O presidente do meu país de origem não condiciona meu comportamento ao meu prazer, mas à justiça e à retidão. Ele se faz um Deus de princípios para ser modelo para os homens. Os princípios e as leis de Deus ainda são vigentes para todos, e as leis do país que nos deu asilo, as leis brasileiras, devem ser cabalmente cumpridas, inclusive pelos cidadãos do céu.
Será que pelo menos nós, cristãos, poderíamos ser um pouco mais imitadores de Cristo? Será que poderíamos nos moldar segundo Cristo Jesus e não segundo o padrão humano?
Eu sou uma cidadã do céu, e você?


Danielle Vieira, editora.

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