20 de julho de 2012

O tênis vermelho (e o que não é pra nós)



Aqui no Campus da faculdade, de uns tempos pra cá, tenho visto muita gente usando tênis vermelho. Mas muita gente mesmo. Não sei se foi porque eu passei a prestar mais atenção a isso, mas parece que pra todo lugar que olho, tem alguém de tênis vermelho. E eu passei a querer muito um par pra mim. Não sei como é com os homens, mas pra mulher, tem horas que a gente coloca uma peça na cabeça e parece até que não vamos conseguir ser plenamente felizes até tê-la. Então, pedi o tal do tênis pra minha mãe e mesmo ela dizendo que eu não precisava de mais um tênis agora, acabou liberando a compra. Saí pra comprar o tênis vermelho, já pensando em quão mais completa minha vida seria uma vez que eu o tivesse todo pra mim. Cheguei na loja, pedi um par pra vendedora, experimentei e... ficou horrível. Terrível. Tenebroso. Sério, nunca pensei que um sapato poderia ficar tão feio no meu pé.

Sempre penso em como é engraçado o jeito como Deus vem nos ensinar o que Ele quer. Eu nunca pensei que do tênis vermelho Ele iria me passar uma lição. Uma que eu posso até já saber de cor e salteado, mas aí é que está, porque não adianta só sabê-la de cor, ela tem é que ser colocada em prática.

O que acontece é que (e aqui eu digo no contexto da faculdade, primordialmente) a gente vê um monte de gente fazendo um monte de coisa. Vê gente que não para em casa em nenhum dia da semana, porque cada dia tem uma festa ou um barzinho diferente pra ir. Ou vê gente que não assiste metade das aulas, mas que parece ser amado por todo mundo do prédio. Ou então vê aqueles que não leem nenhum texto das matérias durante o semestre, mas se dão bem nas provas por conta das colas. E aí a gente para pra prestar atenção nessas coisas e pode passar a querê-las também. Só que elas não são pra nós.

O texto de I Samuel 17 conta a história de Davi e Golias. E os versículos de 38 a 40 dizem que "Saul vestiu Davi com sua própria túnica, colocou-lhe uma armadura e lhe pôs um capacete de bronze na cabeça. Davi prendeu sua espada sobre a túnica e tentou andar, pois não estava acostumado com aquilo. E disse a Saul: 'Não consigo andar com isto, pois não estou acostumado'. Então tirou tudo aquilo". Davi estava indo lutar sob a direção do Senhor. Aquela armadura, além de não servir pra ele, o atrapalharia. Todos os soldados do rei usavam aquela armadura e aquele capacete de bronze. O rei tinha passado sua própria túnica a Davi! Mas não aquilo não serviria pra ele. E quantas vezes a gente não olha pra armadura dos outros e as quer pra gente também? Poxa, todo mundo as usa! Mas elas não servem pra gente.

A gente também precisa de uma armadura, só que a nossa, assim como a de Davi, é diferente. A nossa é formada pela justiça, pela verdade, pela salvação, pelo espírito, pelo evangelho e pela fé. Uma das minhas passagens preferidas da Palavra é Hebreus 11, na qual o autor fala sobre nossos exemplos da fé. Homens e mulheres, assim como Moisés, José, Noé, Abraão, Sara; que viveram pela fé. Pela fé, pela fé, pela fé. O versículo 38 desse capítulo vem dizendo que "O mundo não era digno deles". Será que o mundo não é digno de mim? Porque eu não quero que seja. Eu não quero vestir a armadura que o mundo tem pra mim, não quero ter os mesmos hábitos do mundo, porque eles não servem mais pra mim, tudo que eles irão fazer é me atrapalhar. Eu quero vestir aquela armadura de Deus, que me fará viver pela fé.

E o negócio é que a gente sabe que aquilo que serve para o mundo não serve pra gente, que agora é santificado, liberto e justificado através do sacrifício de Jesus na cruz e da realidade da salvação. A gente sabe. Mas o importante é colocar em prática. Não é experimentar e ver que ficou horrível. É saber que vai ficar horrível antes de experimentar. Porque a gente não combina mais com aquilo. E que a gente viva tendo isso em mente a cada dia.

Por:



Amanda Almeida
Estudante de Comunicação Social na UFMG
Frase: Apaixonada por Aquele que me amou primeiro!
Twitter: @mandyalmeida

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