19 de julho de 2012

Entrevista: Viviane Ribeiro



Forte e encorajadora,são duas palavras que definem nossa entrevistada da semana.

A bela Viviane Ribeiro, nos revelou um pouquinho sobre sua vida e ministério.

Em meio a uma semana de muito trabalho na agência onde trabalha como jornalista,ela nos atendeu carinhosamente.

Paulista da cidade de Guarulhos e com apenas 26 anos Vivi falou sobre sua bem-sucedida carreira de modelo,sua escolha pelo jornalismo e o chamado pastoral que exerce desde 2011.

Com embasamento na palavra de Deus compartilhou sobre desafios,superação e ainda deixou uma palavra para as leitoras.

Na foto Vivi acima ela está fazendo aquilo que mais ama: pregar a palavra de Deus.

Nome completo: Viviane Santos Ribeiro
Idade: 26 anos
Profissão: Jornalista
Twitter: @vivireporter


1. Como foi sua infância e adolescência? Houve algum fato que te marcou?
Nasci e cresci em um lar cheio de amor. Meus pais começaram do zero e sempre batalharam para proporcionar bons momentos a mim e aos meus dois irmãos, Leandro e Guilherme. Tenho lembranças muito boas da minha infância, nós nos divertíamos muito. Meu pai e me minha mãe sempre me ensinaram bons princípios e, embora não fossemos evangélicos, recebi uma educação muito centrada. Um fato que marcou muito a minha adolescência, foi a forma como o meu pai lidava comigo. Ele não me deixava fazer várias coisas que as meninas da minha idade faziam, e nem sempre eu entendia. Digo isso sempre para as adolescentes: é difícil lidarmos com as renúncias impostas pelos pais, mas quando chegamos à idade adulta vemos o quanto elas valem a pena.

2. Conte-nos brevemente sobre seu testemunho de conversão:
Minha conversão foi um processo muito lindo. Desde pequena eu gostava de ir à igreja católica. Cheguei a fazer crisma e a participar de grupos carismáticos. Eu gostava de estar perto de Deus. Após passar por diversas religiões, minha mãe entregou a vida a Jesus e comecei a ver Deus fazendo coisas especiais em minha família. Mesmo assim, eu tinha certo “preconceito” com os evangélicos (Dá para acreditar?). Minha mãe sempre orava muito, colocava muitos louvores em casa. Eu acabei decorando todas as letras e me emocionava quando as ouvia. Após várias experiências pessoais com Deus, decidi frequentar os cultos. No começo, achava tudo estranho, tudo meio maluco. Até que um belo dia senti algo que eu nunca havia sentido e que não consigo definir em palavras. No final do culto, levantei a minha mão durante o apelo e defini que a partir daquele dia nada mais faria sentido se Deus não estivesse comigo. Eu queria ir além, conhecer mais sobre a fé. Foi assim que eu me apaixonei pelas coisas de Deus e nunca mais consegui deixá-lo.

3. Você já trabalhou como modelo, conte-nos um pouco dessa experiência?
A minha carreira de modelo foi rápida, mas considero uma das coisas mais incríveis da minha vida. Comecei por acaso, em uma pequena agência. Aos poucos fui me dedicando e aos 18 anos fui escalada para o time de modelos comerciais de umas das maiores agências do Brasil, a Mega. Eu olhava para aquelas mulheres e pensava “Nossa, como eu cheguei aqui...”, afinal a altura me limitava a atuar apenas na parte comercial e não nas passarelas, que era o foco na época. Foi um tempo de muito aprendizado e crescimento. Ao contrário do que muitos pensam, a vida de modelo é bem sacrificante. Todos os dias eu pegava diversas conduções para participar dos testes, que às vezes tinham centenas de meninas lutando para participar de um único trabalho. Mesmo com tanta concorrência, consegui conquistar o meu espaço. Fiz trabalhos muitos legais como editoriais de revistas, catálogos e campanhas de publicidade, entre elas Nike, WallMart, Pakalolo e Shopping Plaza Sul. Foi um tempo mágico para mim. Quando finalmente havia conquistado estabilidade na profissão, inclusive financeira, Deus mudou os seus planos e eu precisei fazer algumas escolhas e uma delas incluía deixar a agência. Foi bem difícil. Quando sinto saudades, faço algumas fotos.

4. Por que optou pelo jornalismo?
Admiro muito a área de comunicação e me identifiquei imediatamente com o curso. Cheguei a pensar em estudar outras coisas, mas o coração falou mais alto e escolhi o jornalismo. E não me arrependo. Faculdade é algo muito sério. São 4 anos se dedicando diariamente, por isso é importante que a pessoa decida cursar algo que realmente goste.

5. Em sua opinião o que é indispensável para exercer essa profissão?
A pessoa que escolhe seguir alguma carreira dentro da comunicação muitas vezes precisa se esquecer da palavra horário. É preciso muito esforço e dedicação, pois não existe colheita sem plantação. Outra coisa importante é se adaptar às necessidades do mercado. Eu, por exemplo, atuo em uma agência de marketing digital ligada ao Google em um cargo que não existia até pouco atrás.

6. Quanto ao chamado pastoral, se imaginava pastora tão jovem? Como tem vivido isso?
Não. Eu realmente nunca imaginei ser pastora tão jovem, pois além de não me importar com títulos, achava que seria um fardo pesado que eu só conseguiria carregar quando fosse bem mais velha. Mas os pensamentos de Deus não são os nossos pensamentos. (Isaías 55:9). 
O amor a Deus me levou a trabalhar por anos seguidos em atividades ligadas ao ministério, pregando e assumindo grandes responsabilidades. Com o tempo, as pessoas começaram a me chamar de pastora e mais do que isso – começaram a me ter como pastora em suas vidas, pedindo conselhos e orações. Foi uma responsabilidade enorme para alguém tão nova e que no fundo se sentia superincapaz diante de um chamado tão grande. Precisei vencer a timidez e o medo de falar em público, e aos poucos o ministério foi se tornando o sentido da minha vida. Foi, então, que Deus prometeu que em pouco tempo eu seria consagrada ao pastorado.
Coincidentemente, meses depois a minha virou de ponta-cabeça. Comecei a sofrer uma série de perdas e vi o sonho do pastorado desmoronar. Mas como diz a Bíblia “Aquele que começou a boa obra, é fiel para completá-la”.(Fp. 1:6). No início de 2011, no momento em que eu menos esperava e queria, fui ungida pastora pelo casal de Bispos Montival e Darlene Santana do Ministério P4, igreja onde congrego em Guarulhos. Sou grata a eles por terem ouvido a voz de Deus e terem acreditado no meu chamado. Amo ser pastora, mas tenho vivido isso de forma bem natural. Como disse, não ligo para o título. O que realmente importa é quem eu serei para Deus e para as pessoas que esperam algo de mim. 

7. Você sofreu algum tipo de preconceito?
Sim, não apenas por ser jovem, mas também por ser mulher. Algumas denominações não reconhecem o chamado pastoral feminino. Já recebi críticas em minhas redes sociais. Fora isso, vivi algumas experiências bem engraçadas, como ouvir frases do tipo: “Nossaaa, você? pastora? hahaha é sério? Ou ouvir pessoas me pedirem perdão por terem me julgado pela aparência. Infelizmente, a mídia traz um retrato um pouco distorcido da igreja e hoje os pastores nem sempre são vistos com bons olhos por pessoas de outras religiões. Talvez eu ainda não seja 10% de quem Deus ou as pessoas esperam que eu seja, mas entendo que é um caminho que envolve esforço e renúncia. Não preciso provar que não sou uma garotinha querendo aparecer no altar de uma igreja. Eu sei por QUEM fui chamada e PARA QUÊ eu fui chamada. Ser pastora é uma missão e não uma profissão. Peço a Deus forças para nunca perder o foco no reino.

8. Como conciliar tantas funções e ainda cuidar da vida pessoal?
Confesso que é um pouco difícil, mas tenho certeza de que não sou muito diferente de outras mulheres. Nós nascemos programadas para cuidar de mil coisas ao mesmo tempo. O segredo é se organizar, e caso sinta que está em falha em alguma área, tentar consertar.

9. Quem acompanha um pouco sua vida e seu ministério percebe que mesmo tão jovem, você já passou por fortes experiências. Sua vida se tornou um exemplo de superação e perseverança. Você também se vê assim?
Hoje em dia sim, mas foi algo que Deus me ajudou a construir aos poucos. Eu precisei quebrar dentro de mim a imagem de “tadinha” e descobrir o quanto Deus me amava e o quanto Ele acreditava em mim. Percebi que muitas pessoas que passaram por decepções e perdas como eu abandonaram a fé e tiveram um triste fim. Senti-me no dever de ser diferente e não envergonhar o nome de Deus. Mesmo ferida, decidi lutar e encontrei forças Nele e em algumas pessoas que Ele colocou em meu caminho para me ajudar. Tive coragem para morar sozinha, aceitar o desafio de um emprego novo e pregar em lugares onde nunca havia ido. Tenho lindas experiências para contar. O sofrimento com Cristo nos amadurece. Hoje a minha concepção de cristianismo é outra. Vivi o evangelho da fama, mas me apaixonei pelo evangelho da cruz. Ao contrário do primeiro, ele não promete a prosperidade e a fama, mas por meio do Amor faz de nós pessoas melhores e mais humanas. Deus me restaurou e me trouxe alegria. Não busco mais razões e nem questiono o motivo pelo qual mesmo sendo fiel a Deus tantas coisas ruins aconteceram em minha vida, apenas entendo que elas foram necessárias para que eu me tornasse a pessoa que sou hoje.“E sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e que são chamados segundo o seu propósito”.(Rm. 8:28). Quando andamos com Deus tudo vale a pena. Não sei ainda qual será o fim da minha história, mas sei que ela está sendo escrita por alguém que não falha.

10. Mudar, superar, recomeçar e permanecer de pé crendo nos planos de Deus. Existe uma fórmula para vencer tantos desafios?
Não acredito que exista uma fórmula, afinal a adversidade aparece na vida das pessoas com infinitos nomes. Cada um tem a sua “cruz” e o seu processo. Mas para todas as coisas existe o Amor de Deus. O segredo é andar nele e isso inclui viver uma vida baseada em seus princípios: é andar no espírito, praticar a santidade, perdoar os inimigos, semear o bem, adorar acima das adversidades, crer mesmo sem ver. É escolher DEUS de verdade, deixando para trás as coisas que se foram e prosseguindo para o alvo. (Fp. 3:13)

11. Que conselho você daria para uma mulher jovem que está passando por mudanças bruscas e dolorosas?
Eu daria um abraço nela e diria: ACREDITE EM JESUS e em tudo o que Ele já fez e ainda pode fazer por você. Embora não seja a plena vontade de Deus, há situações que infelizmente precisamos atravessar e diante delas temos dois caminhos: ou passamos por elas com Deus, ou passamos por elas sozinhas, mas de qualquer forma teremos que enfrentá-las. Geralmente, quando alguém tenta vencer algo somente com as forças humanas tende a desistir no meio do caminho. Por isso, o meu conselho é: chame Deus para a sua situação. Ele quer fazer parte da sua vida e do seu sofrimento, pois só Ele tem o poder de trazer o conforto e a paz que você precisa, transformando a tristeza em alegria e a derrota em combustível para o crescimento. Deus é a cura para o coração ferido.
Não busque refúgio em vícios, baladas ou paixões malucas. Alegrias passageiras podem trazer consequências duradouras. Não negocie os seus valores. Ao contrário, aproveite esse momento que você está passando (Não duvide, ele irá passar) para se aproximar de Deus e aprender tudo o que Ele quer te ensinar. Ore, jejue, leia a bíblia, ouça louvores.
Em segundo lugar, diria a Ela: ACREDITE EM VOCÊ! Sim, há um grande potencial dentro de cada mulher. É fundamental que cada uma delas tenha sonhos pessoais e que aprenda a lutar por eles. A beleza feminina vai além do olhar humano. Somos templo do Espírito Santo de Deus! Uma mulher precisa se amar, pois existe alguém que um dia a amou de tal maneira a ponto dar o próprio filho para que Nele tivéssemos esperança. Se Cristo venceu as dores, aflições e traições, nós também podemos vencer. Ele é conosco.
Verdadeiramente, existe um “terceiro dia” para aqueles que esperam em Deus, e ele recebe o nome de AMANHÃ.

12. Vivi, você nos transmite ser uma mulher corajosa e cheia de sonhos. Pode compartilhar algum?
Sim! Sonho um dia apresentar um programa de televisão cristão.

13. Deixe uma palavra para as mulheres que irão ler essa entrevista:
“Seja forte e corajosa! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar". (Josué 1:9)
Que cada mulher possa se identificar com os valores pregados nesse blog, sendo luz para o mundo e fazendo a diferença.
Estejam sempre de “de salto” perante os desafios, “porém de joelhos” diante daquele sem a qual a vida não faz o menor sentido.


Bate bola – Responda com uma palavra:

Ser mulher é: Ser guerreira
Superação: Um desafio concretizado
O melhor lugar do mundo: O meu quarto
Dinheiro: Benção ou maldição
Uma viagem inesquecível: Suíça
A Vivi sai do sério quando: Ouve mentiras
Um som bom de ouvir: Jeremy Camp
Um cheiro bom: Angel
Uma palavra feia: Inveja
Uma palavra linda: Amor
Atualmente está lendo: A revolução do Amor, Joyce Meyer
A vida é: Uma escola para o céu.
Felicidade: Deus
Família: O alicerce de tudo
Jesus: O sentido da minha vida
Uma frase: “Posso todas as coisas, Naquele que me fortalece.”



Por:

Elaine Souza, 29 anos, Consultora de Negócios, Solteira.
Blog Pessoal: http://blogelainesouza.blogspot.com.br
Twitter: @ElaineSouzaReal 
Frase: O choro pode durar uma noite, mais a alegria vem pela manhã. (Sl 30.5)

4 comentários:

  1. O agir de Deus é lindo na vida de quem é fiel, no começo tem provas amargas, mais no fim tem o sabor do mel!
    Que Deus continue abençoado a vida da Pastora Viviane Ribeiro.

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  2. Um exemplo de mulher sabia!

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  3. Um exemplo de mulher.Admiro demais.Que Deus a abençoe.

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  4. Sou o seu fã te adoroooo e to muito feliz em saber que vc é serva do Altissimo. Você é demais!!!
    Nunca perca o brilho do Espirito Santo!!! Meu sonho é te conhecer e te dá um abraço. Você é muito lindaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!! coisa mais linda do mundo!!!!!!!! s2
    bjsss........

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