19 de julho de 2012

Entrevista: Elisandra Amâncio


Entrevista com Elisandra Amâncio 32 anos, jornalista, divorciada, mãe da Sarah de 10 anos.

De Salto: Nos conte um breve testemunho da sua conversão.
Toda vez que alguém me pede para escrever sobre meu testemunho eu choro. Como é bom lembrar de onde Deus nos tirou e tudo o que Ele me permitiu passar (e continuamos passando). Me casei muito nova (aos 19 anos) e me divorciei muito nova também (aos 23 anos). Apesar de não ter nascido em um lar cristão sempre busquei em Deus respostas para minha vida. Lembro que após o meu divórcio vivia muito isolada das pessoas, tinha vergonha de ter passado por um casamento mal sucedido. Houve um dia em que uma colega de trabalho me emprestou um CD que não conhecia. Tinha por hábito ouvir "discman". E naquele dia voltei para casa ouvindo aquelas músicas. Não conseguia parar de chorar. Me identificava com o clamor da "moça" que cantava. Resumidamente, três meses depois do empréstimo daquele CD descobri que a cantora era de BH e que a igreja dela era aqui também. E foi em janeiro de 2003 que eu cheguei na Igreja Batista da Lagoinha, pela primeira vez querendo conhecer a Ana Paula Valadão. É fato que eu não a conheci pessoalmente por um longo tempo, mas naquele dia eu conheci a pessoa mais importante da minha vida, meu amado JESUS. 


DS: Como e por quê escolheu sua profissão? O fato de você ser cristã, influenciou essa escolha?
É até engraçado falar disso. Escolhi que gostaria de ser jornalista ainda na infância. Como sempre gostei de assistir F-1 meu sonho era um dia ser uma repórter para cobrir corridas e entrevistar o piloto brasileiro Ayrton Senna. O tempo passou, o Senna morreu e o sonho esfriou. Quando conheci Jesus era uma jovem mãe, com uma bebê e que não tinha uma profissão definida. Apesar de ter trabalhado por muitos anos na área Administrativa e Financeira de empresas tinha aquele sonho bem enterrado. Até que no dia que fui para o Encontro com Deus, ali o Senhor me lembrou daquele sonho e decidi batalhar para conquistá-lo. E de certa forma sim, ser cristã me influenciou a escolher minha profissão. 


DS: Quais foram os maiores desafios?
Meu maior desafio na época era eu mesma. Resolvi lutar pelo meu sonho. Não tinha condições financeiras de pagar um curso superior e muito menos tempo de estudar para entrar em uma "federal". Foi quando descobri o ENEM e o Pro Uni. Fiz minha prova em 2005 e consegui nota suficiente para ganhar uma bolsa integral para cursar Jornalismo. Uau! Como é lindo lembrar disso. O Senhor proveu tudo, nunca faltou nada! 


DS: Desde que iniciou nesse meio, como você descreve sua trajetória?
Sem querer soar "clichê" mas foi realmente milagre atrás de milagre. Trabalhei em rádio, agência de comunicação, revistas, sites e portais de notícias, jornais... Acho que só não me arrisquei ainda em TV. Muita gente reclama da falta de vagas na área, da falta de espaço para aprender... Mas costumo dizer que criei oportunidades onde Deus me direcionou. Fiz e faço sempre trabalhos voluntários, principalmente engajada com minha igreja local, Lagoinha. Foram nessas oportunidades que apareceram trabalhos para valer. Caminhando assim, já trabalho há quase três anos como assessora de imprensa do pastor André Valadão, que tem sido uma "pós graduação" à parte. Trabalho hoje por conta própria com assessorias de imprensa no meio gospel, dou palestras, aulas, faço matérias, escrevo colunas para revistas... Resumidamente, não paro (risos). 


DS: Qual a principal diferença entre trabalhar no meio secular e no gospel?
Sinceramente? Nenhuma. Creio que minha responsabilidade e ética como jornalista prevalece nos dois meios de forma igual. Em tudo o que trabalho sempre busco dar o meu melhor. Quando converti uma das palaVras que mais me marcaram do pastor Márcio Valadão foi o entendimento sobre "excelência". Não apenas no sentido figurado, mas que em tudo o que for relacionado ao meu nome que realmente possa ser excelente e subir como aroma suave ao Senhor. Nesse sentido realmente busco seguir a Palavra: "Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para as pessoas, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo." (Colossenses 3:23, 24 NVI)


DS: Cite uma outra habilidade de Elis: 
Muita gente diz que eu sou a pessoa mais "hightec" que conhecem e espero que seja um elogio (risos). Estou frequentemente conectada pela Internet, seja por computador, celular ou tablet. Mas a realidade é que tenho muita habilidade em lidar com várias coisas ao mesmo tempo sem perder o fio da meada. Por exemplo, consigo conversar com pessoas no msn, outra no telefone e ainda correr os olhos lendo uma notícia ou email. Acho que sou uma espécie de multi-tarefa, se é que isso existe. Sou realmente ligada no 220v ao meu modo. Claro, sem abrir mão da famosa dupla "bloco de notas e caneta". Faz parte da essência do jornalista. 

DS: Um livro que te marcou, e por quê?
É muito difícil dizer um livro só! Sou frequentadora assídua de bibliotecas desde a infância. Me dou ao luxo de citar três de diferentes perspectivas. O primeiro livro é o "Cem dias entre céu e mar" do navegador Amyr Klink. Li esse livro quando tinha uns 10 ou 11 anos. A história da travessia do Oceano Atlântico bem sucedida em um barco à remo só poderia ter sido realizada por um brasileiro. O segundo livro "Quase memória" do jornalista Carlos Heitor Cony é uma mistura de realidade com ficção em que o autor relata histórias fantásticas que viveu na infância com o pai dele. Uma obra brasileira belíssima. O terceiro livro e mais recente do meu "top 10" - convenhamos que não vou falar dos outros sete - é o "A Experiência da Mesa" da Devi Titus. Esse livro resgatou vários hábitos saudáveis para curtir em família. Creio que toda mulher de Deus precisa ler esse livro e passar por essa experiência fantástica.


DS: Que cheiro remete a sua infância? 
Hum... Cheiro de doce de leite. Quando passávamos férias no interior de Minas lembro que meu tio tirava leite da vaca e na mesma hora minha mãe coava e levava o leite para o tacho para começar a fazer o doce. Família é bom demais!


DS:Deixe uma palavra ou dica para as futuras jornalistas:
Leiam bastante, estudem e sejam dedicadas. Não existe um "caminho das pedras", mas existe perseverança, força de vontade e disposição para trabalhar. E claro, jamais abra mão de quem você é em Cristo e de quem Ele é na sua vida. 


De Elis, por Elis:
1- Mulher cristã é: sorrir mesmo quando as circunstâncias querem te fazer chorar.
2- Ser mãe: uma grande dádiva de Deus.
3- Dinheiro: necessário.
4- Profissão: minha realização pessoal.
5- Vida: preciosa com Jesus.
6- Morte: minha última graduação (Como diz o irmão Lázaro: "Ainda bem que eu vou morar no céu...")
7- Comunhão: é rir e chorar junto. 
8- Deus: Meu tudo! A razão de tudo! 


Visitem meu site www.elisamancio.com.br e meu blog que sempre tem dicas sobre essa área. Meu twitter @elis_amancio


por: Pabline Herika
twitter: @pablineherika 

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