19 de julho de 2012

Elegância: cumprimentos

Normas
Ainda ontem, ao encontrar uma senhora de suas relações, a etiqueta exigia que o homem esperasse ser cumprimentado para responder ao cumprimento. Hoje é infinitamente mais elegante e mais cortês cumprimentá-la antes que ela o faça.
Por outro lado se ontem o homem evitava cumprimentar uma senhora acompanhada, hoje a polidez autoriza a cumprimentá-la naturalmente. A abstenção só se impõe quando se torna demasiado evidente que o cumprimento seria inoportuno ou indiscreto por razoes obvias.
À mulher cabe decidir se deseja ou não iniciar uma conversação. O homem bem educado aguarda que ela lhe diga alguma coisa além de um bom dia, ou uma boa tarde. Sem isso, o melhor é limitar-se ao cumprimento.
Mas se o homem estiver acompanhado e encontrar uma pessoa conhecida a quem precise, de qualquer modo, dizer algumas palavras, não há motivo para deixar de fazê-lo. Basta que peça desculpas à pessoa que o acompanha e que seja breve. Se, entretanto, for forçado a prolongar o assunto, a boa educação manda que se façam as apresentações antes de prosseguir a conversa.
Quando o homem esta acompanhado por uma senhora e encontra um amigo, a polidez exige que faça as apresentações. Omitir-se seria descortesia dupla.
Por sua vez se a mulher esta acompanhada e encontra um amigo, ela pode agir como o cavalheiro, isto é cumprimenta e faz as apresentações. É muito mais simpático.
Quem cumprimenta primeiro? Atualmente a iniciativa cabe àquele que for o primeiro a avistar o outro. Simples, muito simples.
Quem estende a mão? À mulher cabe estender a mão ao cumprimento. Exceção feita aos eclesiásticos, superiores ou os mais idosos. A estes, a iniciativa.

O aperto de mão
Funciona como uma demonstração de estima e de confiança. Deve partir da pessoa mais qualificada, mais idosa ou de maior cerimônia.
Uma pessoa muito jovem não estende a mão antes que a mais velha o faça, nem o homem estende a mão a uma senhora.
É grande descortesia recusar uma mão estendida. Trata-se de um gesto amistoso e como tal deve ser correspondido. Entretanto, pode acontecer a recusa desde que intencional. A esta altura, a etiqueta se omite para dar lugar a uma decisão pessoal, pois já se disse muito bem que o “cavalheiro é aquele que jamais insulta o outro sem intenção”.
O aperto de mão, portanto é u m grande revelador de caráter. Tocar a mão do outro ligeiramente pode significar timidez. Por outro lado, um aperto de mão forte e sacudido, por mais caloroso que deseje parecer, trai certa vulgaridade.
Existe entre os homens brasileiros, o famoso tapinha nas costas. Entretanto alguns homens finamente educados o praticam por essa razão e só por essa razão não é considerado totalmente vulgar, mas: Haja costas!

O beija mão
É um gesto ou movimento de suprema elegância, no qual atuam duas pessoas: quem cumprimenta e quem é cumprimentado. É dado no dorso da mão quase na altura do pulso.
É uma forma de cumprimento usada como prova de grande deferência e de comportamento social elegante. Tem um charme inconfundível, mas exige, em primeiro lugar senso de oportunidade, e, em segundo lugar e não menos importante grande naturalidade. Do contrario, fica a um passo de ridículo.
Os brasileiros e outros povos praticam o beija mão com grande elegância e como cumprimento habitual nos ambientes sociais bem freqüentados. Embora muitos queiram considerar o beija mão um gesto à vieille époque, ele continua tão atual hoje como ontem. Praticado com naturalidade e desenvoltura, é uma forma de cumprimento charmosíssima. Além disso, faz parte dos hábitos sociais elegantes.

Quando e onde deve ser usado o beija mão
Dentro de casa, quer em simples visitas ou em reuniões sociais.
Nos teatros é usado no foyer, nas frisas e camarotes. Nos corredores torna-se impraticável por motivos óbvios.
Vetado na rua, praia, piscinas, supermercados e lugares onde poderiam se transformar em espetáculo para os curiosos.
É praticado com charme nos clubes ou em qualquer reunião em que as pessoas elegantes se encontram.
Nos restaurantes, quando as senhoras já se acham à mesa, o homem limita-se a um cumprimento de cabeça. É impróprio o beija mão e até mesmo o simples aperto de mão.
Nos grandes jantares, os convidados cumprimentam-se antes de passarem a mesa. Ao retardatário, se houver (e estará fora do protocolo), só cabe fazer uma leve inclinação de cabeça e acomodar-se o mais discretamente possível, sem maiores explicações. Estas ficarão para depois e só são devidas aos anfitriões.

A quem se deve beijar as mãos
Os homens beijam as mãos das senhoras. Jamais de uma jovem solteira, exceção das solteiras não muito jovens.
Algumas senhoras às quais convém a rigor beijar a mão: à anfitriã, à sogra, a uma senhora idosa, a uma princesa real, à rainha. Nos últimos casos , os dedos quase não são tocados. O gesto é apenas esboçado.
A uma religiosa, esposas de pastores, obreiras e pastoras o homem não deve beijar a mão, nem mesmo apertá-la. Mantém se pequena distancia e limita-se uma inclinação, fazendo um cumprimento respeitoso com a cabeça.
Não se beija mão enluvada, nem em púlpitos e sacristias.
Não beijam as mãos
Os chefes de Estado, os eclesiásticos e os magistrados em trajes de magistratura não beijam as mãos.

Por:

Camila Verçosa, 26 anos, Estudante no Seminário Teológico Carisma.
Twitter: @camilavercosa
Frase: Articulista do savoir-vivre.E tudo, mesmo, começou com o amor do Cristo por nós.

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