29 de junho de 2012




OLHANDO DE CIMA



Em uma viagem a caminho de Fortaleza/Ceará, algo me chamou a atenção.
Olhei pela janela do avião e vi uma extensão de terra coberta por uma nuvem bem escura. Fiquei imaginando as pessoas que moram na área coberta por aquela nuvem. Elas deveriam estar esperando uma baita tempestade, porque afinal de contas, tudo o que elas conseguiam ver era a escuridão causada por aquela nuvem.

Mas olhando lá do alto, a nuvem, que possivelmente estaria causando apreensão, não significava muita coisa em meio àquele azul lindo por cima da camada cinza. Lá do alto, dava para ver com perfeição que aquela nuvem iria dar lugar a um céu aberto, esplendorosamente lindo.

Nesse momento veio a minha mente a seguinte pergunta:
Como devo encarar as circunstâncias?
O Espírito Santo me fez pensar em como, algumas vezes, nos apressamos por tirar conclusões firmados apenas naquilo que conseguimos ver num determinado momento.

Quando tudo o que conseguimos ver é uma nuvem cinza sobre nós, somos tomados por uma apreensão de a qualquer momento sofrer os danos de uma tempestade, que, muitas vezes, ainda nem começou e sequer vai começar.
Nesses momentos não conseguimos pensar que o céu azul está logo acima da camada cinza e densa. O sol não deixa de brilhar, ainda que as nuvens não o deixem aparecer por alguns instantes. E nenhuma nuvem fica para sempre no mesmo lugar. Há sempre o vento certo que a dissipa. E o sol... SEMPRE vem. Sempre!!

A grande questão não é tentarmos entender por que temos que enfrentar momentos em que tudo está cinza sobre nós...
Mas, qual a perspectiva com a que encaramos os momentos acinzentados.

A razão não merece fazer sentido para nós.
Assim como a terra precisa de chuva, e, para que a chuva caia, as nuvens cinzas precisam pairar sobre ela...
Nossas vidas precisam de cada momento acinzentado.
Depois de uma tempestade sempre vêm os frutos da terra.

Tudo o que Deus espera de nós é que APESAR de olharmos em volta e tudo estar nublado, sombrio e sem cor, nossa convicção na Fidelidade do Pai nos permita trazer à memória que há um céu escandalosamente azul acima da iminente ou mesmo da corrente tempestade...
Nos lembrarmos do brilho revigorante do sol acima das nuvens é olhar para a vida com a perspectiva do alto, a perspectiva daquele que vê todas as coisas, a perspectiva de Deus.


Nathalie Kollen